{"id":2811,"date":"2024-09-16T22:17:34","date_gmt":"2024-09-16T21:17:34","guid":{"rendered":"http:\/\/myrun.pt\/?p=2811"},"modified":"2024-10-10T21:05:41","modified_gmt":"2024-10-10T20:05:41","slug":"sol-e-reboques","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/myrun.pt\/en\/2024\/09\/16\/sol-e-reboques\/","title":{"rendered":"Sol e reboques"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>\u00c1s 10:00 horas, em Samod\u00e3es, o sol j\u00e1 se alojava nas costelas. Mas o trilho prometia: era t\u00e3o bonito no ponto de partida que s\u00f3 o inicio j\u00e1 teria valido a pena. Por\u00e9m, o PR2 Trilho Vinho do Porto \u00e9 deslumbrante do princ\u00edpio ao fim. Come\u00e7a no adro da igreja de Samod\u00e3es, onde um busto que celebra o ano Mariano de 1988 aponta para as curvas do douro com as suas encostas retalhadas<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2815,2816,2817,2814&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Durante aproximadamente 2 Kms, o percurso \u00e9 maioritariamente a descer, por encostas \u00edngremes e acidentadas sempre com o Douro aos p\u00e9s, sinuoso, preso por socalcos muito verdes de vinhas e oliveiras. O rio \u00e9 um painel de lousa pintado de giz azul-claro, o horizonte recortado por declives de linhas horizontais e verticais de vinhas, \u00e1rvores de frutos e hortas. A atmosfera soube-me a inf\u00e2ncia, a ver\u00f5es na aldeia, a jogar a apanhada.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2821,2822,2823,2825,2826,2828,2829,2827&#8243; posts_number=&#8221;8&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Chegado \u00e0s bordas do rio, o trilho segue 1 Km a direito at\u00e9 ao <a href=\"https:\/\/www.sixsenses.com\/pt\/hotels-resorts\/europe\/portugal\/douro-valley\/?gad_source=1&amp;gclid=Cj0KCQjwrp-3BhDgARIsAEWJ6SzOa_d0xu-IfW-s4CXxQeGawb4LwLuFC7SmXSpS20Wa6K9ghTmslQYaArt6EALw_wcB\">Six Senses Douro Valley<\/a> e, a partir daqui sobe, sobe, sobe, mas sobe tanto que sou obrigada a recorrer a uma redund\u00e2ncia, para que fique claro: a partir do Six Senses Douro Valley, o trilho sobe mesmo a subir! Durante 4 Kms n\u00e3o pensei. S\u00f3 senti: os ossos a pesar toneladas, a pele a derreter pelas costas, as c\u00e9lulas a fundir-se como plasticina. Senti-me como na primeira vez que fizemos o <a href=\"http:\/\/myrun.pt\/2020\/07\/29\/a-meio-gas-trilho-das-fragas-mas\/\">Trilho das Fragas M\u00e1s:<\/a> \u201c<em>O ar era denso, dif\u00edcil de inalar, sent\u00edamos os br\u00f4nquios mirrados, a carne das coxas a descolar dos ossos\u201d. <\/em>Fui a reboque do Paulo, como, quase sempre na vida, vamos a reboque dos amigos, dos colegas, dos vizinhos, sem saber para onde nos levam e sem refletir sobre onde queremos, n\u00f3s, chegar.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2837,2838,2839,2840,2834,2835,2841,2836&#8243; posts_number=&#8221;8&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Ami\u00fade, parava para observar o caminho: o douro pintado a giz, aninhado em mantos de vinhas pitorescas, cascatas de telhados desgovernados, navios firmes a rasgas as \u00e1guas cor do c\u00e9u.<\/p>\n<p>O \u00faltimo Km foi particularmente penoso: se n\u00e3o se ouvia uma foice a cortar mato, um gato a miar, uma panela de sopa a ferver no fog\u00e3o, de mim tamb\u00e9m n\u00e3o se ouviu um pio, e da paisagem s\u00f3 guardei a textura das pedras da cal\u00e7ada romana, disformes de tantas vezes derretidas e, novamente, solidificadas. Valeu a pena! Teria sido um dia magn\u00edfico, se tivesse terminado ali, mas fomos \u00e0 cidade carimbar o passaporte e trouxemos, na bagagem, ainda melhores recorda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2845,2846,2847,2848&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Depois de hidratados e reabastecidos, fomos carimbar o nosso Passaporte Douro ao <a href=\"https:\/\/museudelamego.gov.pt\/\">Museu de Lamego<\/a>: uma orquestra de tape\u00e7aria, ourivesaria, pintura, cer\u00e2mica e mobili\u00e1rio que tocam a hist\u00f3ria do s\u00e9culo XIX. Instalado num paradigm\u00e1tico pal\u00e1cio setecentista, no centro hist\u00f3rico, o <a href=\"https:\/\/museudelamego.gov.pt\/\">Museu de Lamego<\/a> disp\u00f5e de acervo \u00edmpar de pe\u00e7as que integravam o recheio do antigo pal\u00e1cio desde gravuras, numism\u00e1tica e meios de transportes. Numa perfeita simbiose entre a tradi\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria mais recente do munic\u00edpio, o Museu abriga tamb\u00e9m bienais e exposi\u00e7\u00f5es permanentes.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2859,2857,2856,2860&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Com efeito, pudemos descobrir a Bienal de Fotografia Lamego e Vale do Varosa\u201924, o trabalho \u201cPrados Azuis\u201d de Lu\u00eds Quinta e a exposi\u00e7\u00e3o \u201cBoas Raparigas\u201d de Manuel Pinheiro da Rocha. E por estar sobre a gest\u00e3o da Museus e Monumentos de Portugal, EPE, a entrada foi gratuita!<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2851,2852,2853,2854&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Os restantes carimbos que o Passaporte Douro reclama para Lamego, j\u00e1 tinhamos impressos nos nossos passaportes, o da S\u00e9 de Lamego, que pode ser obtido Loja interativa de Turismo, o do Santu\u00e1rio de Nossa Senhora dos Rem\u00e9dios e o do Bairro do Castelo. Todos estes locais s\u00e3o acess\u00edveis por meio de transporte, mas vale muito a pena, a descoberta a p\u00e9. Sobretudo o Bairro do Castelo: a zona mais antiga da cidade de Lamego.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2863,2866,2865,2868,2867,2870,2871,2873&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Aqui, podemos visitar a Torre do Castelo, a Porta dos Figos, a Casa do Artista e o N\u00facleo Arqueol\u00f3gico da Cisterna e da Porta do Sol. Sobranceiro a toda a cidade o Castelo ergue-se, digno e imponente sobre um esqueleto de granito e xisto, na cota de 543 metros acima do n\u00edvel do mar. Aos seus p\u00e9s, mora a muralha que aconchega a cidade antiga, protegendo as casas uniformes e as ruas estreitas. N\u00e3o foi poss\u00edvel visitar a cisterna, por se encontrar encerrada, mas pudemos absorver a magnifica paisagem que a cal\u00e7ada romana desvenda, visitar a Bienal de fotografia, alojada na torre e carimbar o passaporte, num dia que foi, tamb\u00e9m, de sol!<\/p>\n<p>Ana<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2875,2877,2881,2882,2885,2884,2883,2879&#8243; posts_number=&#8221;8&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1s 10:00 horas, em Samod\u00e3es, o sol j\u00e1 se alojava nas costelas. Mas o trilho prometia: era t\u00e3o bonito no ponto de partida que s\u00f3 o inicio j\u00e1 teria valido a pena. Por\u00e9m, o PR2 Trilho Vinho do Porto \u00e9 deslumbrante do princ\u00edpio ao fim. Come\u00e7a no adro da igreja de Samod\u00e3es, onde um busto que celebra o ano Mariano de 1988 aponta para as curvas do douro com as suas encostas retalhadas<\/p>\n<div class=\"more-link-wrapper\"><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/myrun.pt\/en\/2024\/09\/16\/sol-e-reboques\/\">Ler o Post<span class=\"screen-reader-text\">Sol e reboques<\/span><\/a><\/div>","protected":false},"author":2,"featured_media":2822,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"iawp_total_views":2,"footnotes":""},"categories":[123,6,133,121,125,124],"tags":[132,128,4,134,129,41,131],"class_list":["post-2811","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-hiking-em-portugal","category-lazer","category-passaporte_douro","category-percursos-pedestres","category-trail-running","category-trekking-em-portugal","tag-hiking-em-portugal","tag-mochila-as-costas","tag-myrun","tag-passaporte-douro","tag-pes-ao-caminho","tag-trail-running","tag-trekking-em-portugal","excerpt","zoom","full-without-featured","even","excerpt-0"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2811","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2811"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2811\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2898,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2811\/revisions\/2898"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2822"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2811"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2811"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2811"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}