{"id":2721,"date":"2024-08-27T22:31:20","date_gmt":"2024-08-27T21:31:20","guid":{"rendered":"http:\/\/myrun.pt\/?p=2721"},"modified":"2024-10-10T21:09:55","modified_gmt":"2024-10-10T20:09:55","slug":"a-corda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/myrun.pt\/en\/2024\/08\/27\/a-corda\/","title":{"rendered":"A corda"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;0px|0px|0px|0px|true|true&#8221; custom_padding=&#8221;0px|0px|0px|0px|true|true&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<blockquote>\n<p>Agulhas de luz picotavam os vales sinuosos, avistavam-se prociss\u00f5es de olivais, sobreiros e pinheiros a desfilar at\u00e9 \u00e0s \u00e1guas turquesa do rio.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;0px|0px|0px|0px|true|true&#8221; custom_padding=&#8221;0px|0px|0px|0px|true|true&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Na odisseia pelos Munic\u00edpios do Douro, este Domingo atracamos em Alij\u00f3 e lan\u00e7amos a corda a mais quatro carimbos no Passaporte Douro. A Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria do Pinh\u00e3o, a aldeia de Perafita e o Miradouro do Ujo j\u00e1 eram nossos conhecidos pelo que, come\u00e7amos o dia a \u201ccarimb\u00e1-los\u201d no Postos de Turismo de Alij\u00f3, que habita no edif\u00edcio do Teatro Audit\u00f3rio Municipal. A\u00ed, ofereceram-nos tamb\u00e9m o carimbo do Santu\u00e1rio de Nossa Senhora da Piedade que visitamos, pela primeira vez, neste Domingo. Antes disso, regressamos ao <a href=\"http:\/\/myrun.pt\/2020\/07\/29\/a-meio-gas-trilho-das-fragas-mas\/\">Trilho das Fragas M\u00e1s<\/a>:\u00a0 11 Kms de \u00eaxtase, de sonetos de cores, de orquestras de sentidos; de toda uma arquitetura de contrates, de vitrais de curvas sinuosas que se despenham no rio azul-top\u00e1zio.\u00a0<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2724,2725,2726,2727&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>O trilho come\u00e7a no Jardim das Laranjeiras, em S\u00e3o Mamede de Ribatua, a 400 metros de altitude no qual podemos encontrar diversas est\u00e1tuas de homenagem a trabalhadores locais da faina da vinha e da agricultura da regi\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2731,2730,2729,2728&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Seguimos a acompanhar o ribeiro que atravessa a freguesia, cumprimentamos a Ponte Romana e optamos pelo sentido recomendado, em dire\u00e7\u00e3o a Safres. Cerca de 1,800 Kms ap\u00f3s o in\u00edcio do trilho, chegamos \u00e0 placa que sinaliza o \u201cMiradouro do Ujo\u201d \u2013 s\u00e3o menos de 200 metros de desvio para chegar a esta paisagem t\u00e3o envolvente que engrandece a nossa condi\u00e7\u00e3o humana. Daqui podem desvendar-se curvas de encostas vertiginosas forradas de bosques de sobreiro e carvalho, recortadas, em cima, pelo c\u00e9u celeste, e, em baixo, pelas \u00e1guas hipnotizantes do Tua. \u00a0<\/p>\n<p>Agulhas de luz picotavam os vales sinuosos, avistavam-se prociss\u00f5es de olivais, sobreiros e pinheiros a desfilar at\u00e9 \u00e0s \u00e1guas turquesa do rio.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Singramos por caminhos largos com tro\u00e7os pavimentados por cal\u00e7ada romana, fileiras de pinheiros muito aprumados a desvendar vales profundos que desabavam nas \u00e1guas planas. Chegamos a Safres: vimos novelos de telhados cor de tijolo desenrolarem-se encosta abaixo, formas geom\u00e9tricas caiadas de fresco a contrastar com geometrias de granito cansado e o Santo Ant\u00f3nio empoleirado numa trave de pedra na capela com o mesmo nome.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2740,2741,2742,2739&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, o trilho sobe sem piedade, t\u00e3o \u00e1rido como deslumbrante, e volta a descer, por estradas de areia fina impressas em cristas de vagas montanhosas debru\u00e7adas sobre o azul espelhado do rio. Imagin\u00e1mos o que ali construir\u00edamos, esculpimos projetos, lan\u00e7amos ideias soltas e o nosso amigo Paulo foi atando as pontas. Porque \u00e9 isso que os amigos fazem: desenrolam-nos quando encolhemos, desatam os n\u00f3s que criamos e atam-nos as pontas. Pensei na Ana, uma colega que, dentro de poucos dias, vai deixar de trabalhar comigo: h\u00e1 pessoas que s\u00e3o como a corda da equipa: atam e mant\u00e9m as pe\u00e7as de p\u00e9. A Ana tem sido, muitas vezes, a corda a que me agarro. Vai fazer-me falta. Continuamos em dire\u00e7\u00e3o ao Miradouro das Fragas M\u00e1s<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2743,2745,2746,2748,2749,2747,2750,2751&#8243; posts_number=&#8221;8&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>O calor come\u00e7ava a entranhar-se nas c\u00e9lulas, a amarfanhar os pulm\u00f5es, as m\u00e3os na anca empurravam as pernas pesadas, mas a envolvente continuava surpreendente a cada curva, com encostas exuberantes a exibir, ao colo, tons de verde e azul de um rio irreal.<\/p>\n<p>\u00a0Chegamos ao Trilho das Fragas M\u00e1s: encostas f\u00e9rteis de um verde exc\u00eantrico a desabar nas \u00e1guas de cor indiz\u00edvel do Tua que desliza como um r\u00e9ptil e se alarga at\u00e9 ao limite do vis\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2753,2755,2754,2756,2757,2752,2751,2750&#8243; posts_number=&#8221;8&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Prosseguimos, j\u00e1 a acusar algum cansa\u00e7o, esmagados por um calor opressivo. Apanhamos figos ca\u00eddos, doces e espessos e fomos recompensados. N\u00e3o que precis\u00e1ssemos de qualquer outra compensa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o a imers\u00e3o nesta beleza extrema, mas cerca de 1,5 Km do fim do trilho, as \u00e1guas da Ribeira de S\u00e3o Mamede de Ribatua, a romper de cascatas descontra\u00eddas, vieram convidar-nos a dar um mergulho. E n\u00f3s acedemos!<\/p>\n<p>Refrescados e deslumbrados, regressamos ao Jardim das Laranjeiras, literalmente, agarrados \u00e0s cordas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2770,2765,2763,2793&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Antes de regressar a casa, fomos ainda visitar o <a href=\"https:\/\/turismo.cm-alijo.pt\/explorar\/patrimonio-edificado\/monumentos\/poi\/santuario-de-nossa-sr-da-piedade\">Santu\u00e1rio de Nossa Senhora da Piedade<\/a>, cuja Capela principal, constru\u00edda no alto de um monte, abriga imagens da Via Sacra, esculpidas t\u00e3o perfeitamente que comovem mesmo quem n\u00e3o \u00e9 crente.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2772,2773,2774,2776&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Miss\u00e3o cumprida, mais quatro carimbos e j\u00e1 a pensar no pr\u00f3ximo munic\u00edpio em que vamos amarrar a corda.<\/p>\n<p>Ana<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na odisseia pelos Munic\u00edpios do Douro, este Domingo atracamos em Alij\u00f3 e lan\u00e7amos a corda a mais quatro carimbos no Passaporte Douro. 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