{"id":2551,"date":"2024-08-15T23:09:59","date_gmt":"2024-08-15T22:09:59","guid":{"rendered":"http:\/\/myrun.pt\/?p=2551"},"modified":"2024-08-24T19:31:12","modified_gmt":"2024-08-24T18:31:12","slug":"veroes-na-aldeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/myrun.pt\/en\/2024\/08\/15\/veroes-na-aldeia\/","title":{"rendered":"Ver\u00f5es na aldeia"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;Section&#8221; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<blockquote>\n<p>Ap\u00f3s embrenharmos os p\u00e9s em terra batida, temos a primeira panor\u00e2mica a exigir uma paragem: orquestras de giestas, tojos e urzes, deixam adivinhar uma pauta com linhas curvas e notas de um rio l\u00e2nguido como um lago.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Este poderia ser um texto sobre os ver\u00f5es,<a href=\"http:\/\/myrun.pt\/2019\/10\/06\/integracao-centro-de-trail-de-vila-nova-de-paiva-trail-rota-da-truta\/\"> na aldeia<\/a>. Por\u00e9m, as mem\u00f3rias que tenho das f\u00e9rias com os av\u00f3s, s\u00e3o j\u00e1 escassas. Maioritariamente, desvaneceram, como estrelas cadentes. Mas h\u00e1 uma que se fundiu nas minhas c\u00e9lulas: a das viagens na furgoneta de caixa aberta que o meu av\u00f4 conduzia, a romper a madrugada, rumo ao Mercado Abastecedor do Porto, pela Nacional 108.<\/p>\n<p>Mes\u00e3o Frio ficou assim, desde cedo, impresso nas minhas mem\u00f3rias. E foi l\u00e1 que passamos o \u00faltimo fim-de-semana, na <a href=\"https:\/\/quintasaojose-mesaofrio.pt\/\"><em>Quinta S\u00e3o Jos\u00e9 &#8211; Museu do Triciclo<\/em><\/a> \u2013 uma aguarela impressa em encostas de videiras, oliveiras e ciprestes, com casinhas recuperadas, enfeitadas com molduras coloridas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2566,2577,2568,2571&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Ainda antes de nos instalarmos, fomos visitar uma das sugest\u00f5es apresentadas pelo <em>\u201cPassaporte Douro<\/em>\u201d na sec\u00e7\u00e3o de Mes\u00e3o Frio: o <em>Miradouro do Imagin\u00e1rio.<\/em> Com vista desafogada sobre a paisagem vinhateira, o Miradouro do Imagin\u00e1rio \u00e9 uma varanda para as colinas onduladas do Douro, com socalcos estreitos, e escadarias de vinhas, oliveiras e sobreiros que descem, em prociss\u00e3o, at\u00e9 ao rio.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2565,2563,2561,2580&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Depois de instalados, demos in\u00edcio ao PR1 \u2013 Rota do Pico da Vila e come\u00e7amos o p\u00e9riplo no pr\u00f3prio alojamento, a cerca de 1,5 Km do in\u00edcio do trilho. Fomos \u201ccarimbar\u201d o <em>Miradouro do Imagin\u00e1rio<\/em> ao <em>Posto de Turismo<\/em> e conquistamos tamb\u00e9m o do <em>Claustro do Convento de S\u00e3o Francisco<\/em>, que descobrimos, do outro lado da rua. Em data imprecisa, os franciscanos constru\u00edram este convento de dois pisos, em cujo interior reside um claustro bem conservado que atualmente alberga v\u00e1rias reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do concelho de Mes\u00e3o Frio. A entrada \u00e9 gratuita.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2586,2585,2584,2626&#8243; show_pagination=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Continuamos a descer, passando pelo edif\u00edcio da <em>Santa Casa da Miseric\u00f3rdia<\/em> e chegamos a uma infraestrutura de significativa import\u00e2ncia para o Munic\u00edpio: <em>\u201cSupermercados Queir\u00f3s<\/em>\u201d! De resto, os primeiros 4 Kms deste trilho s\u00e3o feitos, maioritariamente, de asfalto agredido preso a emaranhados de vegeta\u00e7\u00e3o farta e confusa. Mas, depois de percorrida esta dist\u00e2ncia, todo o trilho \u00e9 encantador. Ap\u00f3s embrenharmos os p\u00e9s em terra batida, temos a primeira panor\u00e2mica a exigir uma paragem: orquestras de giestas, tojos e urzes, deixam adivinhar uma pauta com linhas curvas e notas de um rio l\u00e2nguido como um lago.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2628,2592,2590,2591&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>O trilho continua a subir e dilacera os br\u00f4nquios, sem compaix\u00e3o, mas recompensa com a vista formid\u00e1vel do <em>Miradouro de S\u00e3o Silvestre<\/em>: daqui avistam-se as encostas intensamente \u00edngremes que caracterizam a regi\u00e3o, com socalcos todos retalhados polvilhados com telhados uniformes. Do miradouro, seguimos pela <em>Capela de S\u00e3o Silvestre<\/em> e a Ester foi expiar os pecados!<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2595,2624,2598,2599,2594,2621,2623,2625&#8243; posts_number=&#8221;8&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>O regresso foi a descer, por asfalto refrescado por cortejos de tojos amarelo garrido, estevas e zimbros a desvendar as curvas escarpadas das encostas do Douro.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2607,2606,2609,2608&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px||0px||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Seguimos por Santo Andr\u00e9 n\u00e3o podemos evitar algumas breves paragens para alongar os m\u00fasculos e fazer exerc\u00edcio contemplativos e interpretativos da paisagem carism\u00e1tica e inspiradora. Recordei-me do meu av\u00f4 e de como gostava da cidade e sonhava com a utopia da modernidade e nunca imaginaria que um dia eu iria percorrer a p\u00e9, a estrada que tantas vezes subimos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade industrializada. Sempre a descer, pela rua do Centro de Sa\u00fade, chegamos novamente a Mes\u00e3o Frio e subimos at\u00e9 ao alojamento.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2610,2614,2611,2642&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Banho tomado e almas reabastecidas, fomos conquistar o carimbo do <em>Centro Interpretativo do Barco Rabelo, <\/em>localizado no espa\u00e7o de uma antiga escola prim\u00e1ria, em Vila Marim, junto \u00e0 esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria da Rede. Num edif\u00edcio rustico, como calorosamente recebidos pela guia que come\u00e7ou por nos mostrar in\u00fameros produtos da regi\u00e3o s\u00f3 para exibi\u00e7\u00e3o. Percorreu, depois, connosco, mem\u00f3rias dos homens da terra que, antigamente, transportavam o vinho da Regi\u00e3o Demarcada do Douro para o Porto, em barcos rabelos e mostrou-nos um document\u00e1rio sobre a prepara\u00e7\u00e3o e desenrolar destas viagens muito mais atribuladas do que as que eu fazia na caixa aberta da furgoneta do meu av\u00f4.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;2617,2615,2616,2643&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mas, depois de percorrida esta dist\u00e2ncia, todo o trilho \u00e9 encantador. Ap\u00f3s embrenharmos os p\u00e9s em terra batida, temos a primeira panor\u00e2mica a exigir uma paragem: orquestras de giestas, tojos e urzes, deixam adivinhar uma pauta com linhas curvas e notas de um rio l\u00e2nguido como um lago.<\/p>\n<div class=\"more-link-wrapper\"><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/myrun.pt\/en\/2024\/08\/15\/veroes-na-aldeia\/\">Ler o Post<span class=\"screen-reader-text\">Ver\u00f5es na aldeia<\/span><\/a><\/div>","protected":false},"author":2,"featured_media":2598,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","om_disable_all_campaigns":true,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"iawp_total_views":17,"footnotes":""},"categories":[122,123,133,121],"tags":[22,132,135,128,4,134,129,131],"class_list":["post-2551","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-conhecer-portugal","category-hiking-em-portugal","category-passaporte_douro","category-percursos-pedestres","tag-correr-com-a-ester","tag-hiking-em-portugal","tag-mesao-frio","tag-mochila-as-costas","tag-myrun","tag-passaporte-douro","tag-pes-ao-caminho","tag-trekking-em-portugal","excerpt","zoom","full-without-featured","even","excerpt-0"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2551","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2551"}],"version-history":[{"count":31,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2551\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2718,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2551\/revisions\/2718"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2598"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2551"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2551"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2551"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}