{"id":1,"date":"2016-10-09T15:47:42","date_gmt":"2016-10-09T15:47:42","guid":{"rendered":"http:\/\/myrun.pt\/?p=1"},"modified":"2019-05-29T22:37:56","modified_gmt":"2019-05-29T22:37:56","slug":"ola-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/myrun.pt\/en\/2016\/10\/09\/ola-mundo\/","title":{"rendered":"DUT &#8211; verde pinho em terras de vinho!"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/yH5BAEAAAAALAAAAAABAAEAAAIBRAA7\" data-src=\"http:\/\/myrun.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/15319262_10154315054834387_1212577845555153297_n.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-214 lazyload\"\/><noscript><img decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"960\" src=\"http:\/\/myrun.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/15319262_10154315054834387_1212577845555153297_n.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-214 lazyload\" srcset=\"https:\/\/myrun.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/15319262_10154315054834387_1212577845555153297_n.jpg 960w, https:\/\/myrun.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/15319262_10154315054834387_1212577845555153297_n-150x150.jpg 150w, https:\/\/myrun.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/15319262_10154315054834387_1212577845555153297_n-300x300.jpg 300w, https:\/\/myrun.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/15319262_10154315054834387_1212577845555153297_n-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/noscript><\/figure>\n\n\n\n<p> At\u00e9 ao abastecimento preparado no quartel dos Bombeiros Volunt\u00e1rios de Fontes, seguimos (o Paulo e o Nuno continuavam sempre comigo) por caminhos empedrados com vegeta\u00e7\u00e3o rasteira costurada nas bordas e o alcatr\u00e3o do interior da freguesia, quente e rural. No caminho avist\u00e1mos a Paula e a Teresa, com aquele sorriso sereno que amansa o vento e o Pedro da &#8220;Barraca Abana&#8221; de Vilar de Perdizes, que acompanhava o cunhado com uma generosidade e boa-disposi\u00e7\u00e3o daquelas que j\u00e1 n\u00e3o se fazem. Chegamos ao quartel&#8230;antes que desse conta, j\u00e1 o Ivo tinha enchido as minhas garrafas de \u00e1gua e as tinha colocado, cheias, na mochila, j\u00e1 me tinha enchido o copo e dito tudo o que precisava de comer para recuperar e aguentar os Kms seguintes. De resto, a efic\u00e1cia e boa disposi\u00e7\u00e3o do Ivo e do Kak\u00e1, que, conseguiam estar em todo o lado e tinham solu\u00e7\u00e3o para tudo, foi dos aspectos mais inesquec\u00edveis da prova. Esperamos pela Paula e pela Teresa, que preferiram ficar mais tempo no quartel o que, compreendemos perfeitamente, tendo em conta o excecional ambiente entre os volunt\u00e1rios deste, tamb\u00e9m, irrepreens\u00edvel abastecimento. Da\u00ed (Km 30), partimos para  Medr\u00f5es ( Km 39 ) por tapetes de terra batida estendidos por caminhos florestais e densos pinhais, que permitiam avistar, ami\u00fade, ravinas e escarpas da montanha do Mar\u00e3o. Rolamos tranquilos e maravilhados, peito cheio de cheiro a pinhal e olhos verde-azeitona, reflexo dos carreiros de oliveiras que surpreendiam no caminho. De tempos a tempos grit\u00e1vamos &#8220;\u00d3 Teresa&#8221; e, n\u00e3o raras vezes, a Teresa l\u00e1 respondia. Avistamo-la com a Paula, mesmo antes de entrar nas vinhas. Descontra\u00eddos, fomos subindo os v\u00e1rios degraus das vinhas plantadas em socalcos rudes e apertou a saudade do azul-esverdeado do Douro, pois, \u00e0quela hora, o calor era abrasador e j\u00e1 nos cozinhava o \u00e2nimo. Da\u00ed at\u00e9 Medr\u00f5es, paramos em todas as fontes, torneiras e tanques, entre a curiosidade dos mais novos e o &#8220;Deus vos aben\u00e7oe&#8221; dos mais velhos moradores das aldeias que \u00edamos conquistando. Memor\u00e1veis, os banhos de mangueira da Quinta da Pitarrela, que tantas vezes t\u00ednhamos avistado da estrada e n\u00e3o imagin\u00e1vamos visitar.   Chegamos triunfantes a Medr\u00f5es, aos 39 Kms levados em palmas da popula\u00e7\u00e3o e &#8220;for\u00e7as&#8221; dos volunt\u00e1rios&#8230;incluindo o Ivo e Kak\u00e1 que vai-se l\u00e1 saber como, ainda h\u00e1 pouco estavam em Fontes e, de repente j\u00e1 estavam ali!   Faltavam 6 Km&#8230;..pens\u00e1vamos n\u00f3s e, at\u00e9 ao Km 45 ganhamos bastante tempo, ansiosos por cortar a meta, ainda que sem querer despertar do sonho. Ao 45 Km, l\u00e1 estava o Ivo e o Kak\u00e1&#8230;e o Rio Douro e a meta&#8230;que n\u00e3o pudemos cortar porque as fitas nos levaram por mais 5 Km. E aqui reside a minha \u00fanica m\u00e1goa. Correr mais 5 Km poderia ter sido o delicioso prolongar de um sonho de que se acorda com pregui\u00e7a. Mas foi um murro no est\u00f4mago, porque al\u00e9m de n\u00e3o terem avisado da altera\u00e7\u00e3o do percurso antes do inicio da prova, mandaram-nos chegar \u00e0 meta pela parte mais feia da cidade, com as fitas penduradas em muros sem passeios para pe\u00f5es, sem cortes de tr\u00e2nsito, a passar \u00e0 porta do cemit\u00e9rio&#8230;muito, muito feios estes \u00faltimos kms que, cremos, se poderiam ter evitado. Foi o acordar abrupto de um sonho que, ainda assim, terminou com tr\u00eas sorrisos gigantes, a cortar a meta, sob o coro efusivo dos apoiantes do Valter Guedes e que deixou vontade de ir outra vez, e voltar a sonhar ali&#8230; &#8220;Pelo sonho \u00e9 que vamos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p> Viver sem sonhos, \u00e9 existir no escuro, caminhar no vazio pois, como escreveu Sebasti\u00e3o da Gama, &#8221; Pelo sonho \u00e9 que vamos, comovidos e mudos. Chegamos? N\u00e3o chegamos? Haja ou n\u00e3o haja frutos, pelo sonho \u00e9 que vamos&#8221;. E \u00e9 pelo sonho que corro e corro para sonhar, porque a correr sonho tudo e sonho que tudo posso alcan\u00e7ar. O DUT &#8211; Douro Ultra Trail, foi um sonho&#8230;daquele vagar saboroso dos fins de tarde de Ver\u00e3o. A prova come\u00e7ou a subir &#8230;e subiu&#8230;subiu tanto&#8230;de Mes\u00e3o Frio at\u00e9 ao marco geod\u00e9sico, junto \u00e0 Ermida da Senhora da Serra. Mas n\u00e3o foi uma subida penosa, sofrida&#8230;foi um desbravar de um Douro menos vis\u00edvel, um abrir boca de espanto. Por trilhos de xisto lascado e polido, fomos desvendando imponentes montes de granito s\u00f3lido e vegeta\u00e7\u00e3o rasteira. Imensid\u00f5es rochosas faziam-nos pequeninos e deslumbrados e, ou por falta de f\u00f4lego ou por bondade, todos os que por n\u00f3s passavam, envergavam calma e boa disposi\u00e7\u00e3o e iam soltando sorrisos e palavras de conforto, que interrompiam o sil\u00eancio de uma natureza tranquila, quase muda. Ascendi \u00e0 Ermida com o Paulo e com o Nuno, num caminho esfor\u00e7ado a cada pedra, a cada passo. E de novo surgia um outro encanto. Por cada metro conquistado, por cada obst\u00e1culo deixado para tr\u00e1s, um novo pormenor, um novo espanto. Na Senhora da Pedra esperava-nos um abastecimento irrepreens\u00edvel e volunt\u00e1rios inexced\u00edveis num ambiente que n\u00e3o previa a dificuldade que se avizinhava. Depois de t\u00e3o prolongada subida, deparamo-nos com uma descida extensa e vertiginosa, que obrigava a olhar para os p\u00e9s e desviar do essencial: imensas encostas verde-garrafa, forradas de pinheiros, descansavam a apanhar banhos de sol.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 ao abastecimento preparado no quartel dos Bombeiros Volunt\u00e1rios de Fontes, seguimos (o Paulo e o Nuno continuavam sempre comigo)&#8230;<\/p>\n<div class=\"more-link-wrapper\"><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/myrun.pt\/en\/2016\/10\/09\/ola-mundo\/\">Ler o Post<span class=\"screen-reader-text\">DUT &#8211; verde pinho em terras de vinho!<\/span><\/a><\/div>","protected":false},"author":2,"featured_media":214,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"iawp_total_views":2,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-provas-de-trail-running-e-de-corrida-em-pista","excerpt","zoom","full-without-featured","even","excerpt-0"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":215,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1\/revisions\/215"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/214"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/myrun.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}